O reggae segue como uma das expressões culturais mais marcantes da Coité Folia e, em 2026, reafirma seu espaço na programação da festa, que acontece de 30 de abril a 03 de maio, em Conceição do Coité.
Presente há décadas na cidade, o ritmo conquistou o público local a partir de uma forte identificação com suas mensagens de resistência, espiritualidade e luta por dignidade. Inspirado por referências mundiais como Bob Marley, o reggae encontrou em Coité um território de pertencimento, especialmente entre a juventude e os movimentos culturais periféricos.
Dentro da Coité Folia, essa presença se consolidou ao longo dos anos a partir da mobilização popular e da atuação de grupos culturais que abriram caminho para o estilo na festa. Entre essas iniciativas, destaca-se o surgimento de movimentos ligados ao reggae local, como o Revolution Reggae, que contribuíram para inserir o gênero na programação e fortalecer sua permanência ao longo do tempo.
Desde 2007, o reggae marca presença na festa e segue resistindo às transformações do evento. Ainda assim, o estilo nunca deixou de ocupar seu espaço, sustentado pela adesão popular e pela sua relevância cultural.
Mais do que um ritmo, o reggae em Coité se consolidou como uma linguagem social. Ele representa identidade, promove inclusão e cria espaços de expressão para diferentes públicos. Nas ruas, o que se constrói é um ambiente coletivo, onde música e consciência caminham juntas.
A força do gênero também se reflete na valorização da cultura local. O reggae abre espaço para artistas, DJs e produtores da própria cidade, impulsionando a cena cultural e fortalecendo a economia criativa.
Na edição de 2026, essa tradição ganha ainda mais destaque com atrações confirmadas que reforçam a conexão do público com o estilo. No sábado, dia 02 de maio, o cantor Edy Vox puxará o trio. Já no domingo, 03 de maio, é a vez de Isaque Gomes e do consagrado Edson Gomes, um dos maiores nomes do reggae no Brasil, encerrarem a programação.
A presença contínua do reggae na Coité Folia mostra que tradição não se impõe, ela se constrói com o tempo, com o povo e com significado.
Em 2026, mais uma vez, o reggae não é apenas parte da festa. É parte da identidade de Coité